Sete de Setembro

Análise psiquiátrica do despreparo policial
18 de fevereiro de 2018
Abaixo Assinado Ministério Público
18 de fevereiro de 2018

Sete de Setembro

Nas últimas semanas nos deparamos com o rosto de um amigo estampado em todas as capas de jornais e em matérias exibidas. Páginas essas onde queríamos vê-lo estampado nas colunas sociais pela formação acadêmica e sua evolução profissional sendo um bacharel em direito. MAIS NÃO VI. Vi meu amigo estampar as páginas de casos policias despreparados tirando sua vida. Pedro Henrique Queiroz, de 22 anos, assassinado covardemente por policiais da PM a serviço da SMT. É inaceitável um acontecimento desses, é revoltante nos depararmos com isso, principalmente quando vemos isso acontecer, no dia que devemos louvar a Pátria, exatamente no dia sete de setembro.

Pensar que no dia que teríamos que cantar “SE O PENHOR DESSA IGUALDADE. CONSEGUIMOS CONQUISTAR COM BRAÇO FORTE” acontece uma barbaridade dessas, justamente por homens que hasteiam a bandeira representativa de nossa pátria. E agora, será que podemos acreditar nessa IGUALDADE, que é colocada no Hino Nacional Brasileiro? IGUALDADE de justiça será que vai existir? Será que vamos conseguir junto com a família dele agora desestruturada, CONQUISTAR COM BRAÇO FORTE? Ou os PMs teriam que cantar “CONSEGUIMOS ATIRAR COM ARMAS FORTES?” Isso teria então, que ter sido ensinado na formação desses dois PMs. Pronto, agora confunde em nossa realidade quem é polícia quem é assassino? Oh! Minha gente difícil de acreditar parece caso de novela, a bandida Donatella vira boazinha, e Flora a assassina e vice-versa, pelo jeito as coisas da ficção se fundem com a realidade, não sei quem é bandido ou polícia? Mais não, isso é real, isso é BRASIL, mataram um inocente quando saia do batizado do filho acompanhado por sua esposa. Eu custo acreditar mais será que chegou num limite que vamos ter que basear a nossa vida de agora em diante no slogan “Corra que a polícia vem aí?”. É um caso a se pensar. E como fica essa família agora? Será que a família Queiroz toda moída pela dor, essa dor que se transforma em sede de justiça, terão punhos para lutar e se quer ver resultado na justiça dos homens, justiça essa tão falha, que na maioria das vezes acabam arquivados em uma gaveta dentro de um fórum? Eu nunca pensei em me deparar com uma coisa dessas tão próximas a mim. Quando vemos através desses meios de comunicação, esse tipo de fatalidade cometida por pessoas denominadas de autoridades, como o caso da mãe que teve que implorar pela vida do filho João Roberto de apenas três anos, já que o carro estava sendo metralhado por policiais no RJ, e eles nem quiseram saber se eram inocentes que estavam dentro do carro, até que a mãe se jogou na frente deles para avisar que ali estava uma família, e o mesmo se repete no caso de Pedro, onde os dois PMs nem se quer manifestaram uma tentativa de socorro, nunca pensamos que isso pode acontecer tão próximo a nós. Eu temo á justiça dos homens, temo que essa justiça não seja feita, mais se Deus quiser, dessa vez não será apenas esse “BRASIL UM SONHO INTENSO” e que esse caso passe sendo só mais um sonho de justiça. A justiça vai ter que parar de ser cega e acordar desse sonho. E que tenha “PAZ NO FUTURO” já que a “GLÓRIA NO PASSADO” não existe mais, esse PASSADO doloroso para família de Pedro. Espero um dia poder voltar a dizer que foi feita à justiça e falar “TERRA ADORADA, ENTRE OUTRAS MIL ÉS TU BRASIL, Ó PATRIA AMADA” e ver esses assassinos na cadeia, pois dizer “ÉS MÃE GENTIL” impossível, depois de ver sua mãe Rosarita e de seu pai Roberto, e seus irmãos Beto, Camila e Inácinho, debruçados em cima do corpo do filho e do irmão. A dor de mãe, que gentil não há nada em ter que deixar seu querido filho, e da própria vítima, em deixar seu filho Davi de apenas sete meses, por causa de uma irresponsabilidade de um homem fardado que se acha no direito de apontar uma arma e atirar. E que a dor dessa família brasileira seja em nós um exemplo de um amor maior, do amor fraternal, que gera a paz universal, o amor que se acende nas vaidades o amor que faz mais nobre a sociedade o amor que glorifica e espalha a sabedoria o amor que exige um DIREITO, direito de justiça. Sei que de hoje em diante terei que engolir seco, após acontecer à justiça, em olhar na faixa escrita em nossa bandeira, “ORDEM”, e espero que haja ordem nesse país, ordem entre as autoridades para que se comovam com esse caso, já que hoje eu poderia está no lugar dele ou um dos filhos de vocês, e que esse caso não seja uma coisa efêmera, e que logo caia no esquecimento das autoridades e de nós brasileiros. Queira eu, um dia poder dizer às pessoas, que essas passeatas que vêem acontecendo e todas essas manifestações, que nada disso foi em vão. E que a justiça existe sim, e que valeu a pena acreditar nas autoridades, E que esse sete de setembro não passou só como o dia da independência, vamos dizer imprudência, mais um brasileiro pai e filho de família foi morto covardemente, e tentaremos através de todo tipo de manifestações para que aconteça a justiça, e que com isso a “Estrela de Davi” sinta-se em paz e brilhe mais forte. Guilherme Antonio Professor da UFG

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